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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Frota de veículos dobrou em uma década no Paraná

imagem freewebs
Nos últimos dez anos, a frota paranaense de veículos em circulação dobrou. Dados da Assessoria de Planejamento do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) mostram que o número de carros registrados no Estado saltou de 2,5 milhões em 2001 para mais de 5 milhões em 2010. Com isso, a média de veículos para cada dez habitantes subiu de 2,6 para 5,8 no período.
O crescimento da frota e o conseqüente aumento na demanda por serviços de trânsito é um dos pontos abordados no plano de melhorias que deve ser elaborado pela autarquia ainda neste ano. “Esta situação traz para o sistema do Detran uma sobrecarga de trabalho e é um dos motivos pelos quais o planejamento institucional tem que ser efetuado em longo prazo”, explica o diretor-geral do departamento, Marcos Traad.
“Uma das metas do governador Beto Richa é justamente modernizar, aumentar a capacidade e agilizar o atendimento ao cidadão. Essas são algumas das mais importantes medidas que vamos realizar até o final de 2011”, completa.
RANKING – Com 5.160.354 veículos registrados no ano passado, o Paraná foi apontado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) como o terceiro estado brasileiro com o maior número de carros, motocicletas, ônibus e caminhonetes circulando em vias públicas. No ranking nacional, o estado aparece atrás apenas de São Paulo (20,5 milhões de carros) e Minas Gerais (7 milhões). A frota paranaense corresponde a quase 8% dos 64,817 milhões de veículos registrados em todo o País.
Entre as cidades, Curitiba aparece com 1,2 milhão de carros, número abaixo de São Paulo (6,3 milhões), Rio de Janeiro (2 milhões) e Belo Horizonte (1,3 milhão).
PARANÁ – Além da Capital, que já tem sete veículos para cada dez habitantes, outros municípios paranaenses registraram grandes frotas de veículos em 2010. Londrina, na região Norte do Estado, somou mais de 284 mil carros. Maringá, no Noroeste, tinha 237.656 veículos, seguida por Cascavel (157,7 mil), Ponta Grossa (140,3 mil) e Foz do Iguaçu (118,8 mil).
No sentido contrário, entre as cidades paranaenses com menor frota estão: Guaraqueçaba (367 carros), Santa Inês (526), Nova Aliança do Ivaí (491), Ariranha do Ivaí (765), Iguatu (735) e Miraselva (744).
MERCADO AQUECIDO – A indústria de veículos foi o segmento que mais contribuiu para que o setor industrial paranaense crescesse 14,2% no último ano, acima da média nacional, que foi 10,5% . Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Paraná a produção das montadoras aumentou 57,6%, consolidando 2010 como o melhor ano da história do pólo automotivo da Grande Curitiba.
Segundo o coordenador de veículos do Detran-PR, Cicero Pereira da Silva, “além do aumento do poder aquisitivo da população, os consumidores encontraram mais facilidade no financiamento e, durante um período, tiveram a redução no Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI”.
Fonte Detran PR.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Pode valer mais a pena alugar um carro que comprar
Depois da casa própria, o automóvel é o grande sonho de consumo do brasileiro.
Mas vem de muito tempo, entre os especialistas, a discussão sobre a racionalidade de adquirir um bem que dá (bastante) despesa e perde o seu valor ao longo dos anos. Parece mais ilógico, ainda, se for financiado, com todos os encargos que os empréstimos têm.
O senso comum geralmente considera o veículo um ativo, um patrimônio, porém, segundo o arrazoado de alguns economistas, não é –trata-se, na realidade, de um passivo, propriedade que vai diminuir a riqueza da família ao invés de aumentá-la.
Assumindo-se tal premissa como verdadeira, e tentando buscar uma solução para o dilema (é indiscutível o conforto proporcionado pelo carro), alugar o automóvel e não comprá-lo apresenta-se como uma ideia interessante.
Considerando um veículo modelo do ano atual, 1.0, flex fuel (bicombustível), no Estado de São Paulo, a estimativa de custos de um carro próprio de R$ 30.000, financiado pelo banco, é a seguinte:
Gastos mensais, em % do valor do bem
IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores): 0,33% (R$ 100)*
Seguro: 0,5% (R$ 150)*
Juros do crédito: 2,29%** (R$ 687)
Manutenção: 1,1%* (R$ 330)
Depreciação: 1,88%*** (R$ 564)
TOTAL APROXIMADO: 6,1% (R$ 1.831)
ATENÇÃO:
*as despesas anuais, obtidas a partir de pesquisa no mercado, foram diluídas pelos meses
**média das instituições financeiras em outubro, de acordo com o levantamento mais recente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade)
***cálculos feitos a partir da tabela Fipe
RESSALVA IMPORTANTE:
Os preços foram pesquisados na cidade de São Paulo, no mês de janeiro. Portanto, pode haver diferenças para outras regiões do país.
Com um contrato anual, o valor de aluguel mensal de um carro nas mesmas condições fica entre R$ 1.200 e R$ 1.500 (de 4% a 5% do valor do automóvel). A vantagem reside no fato de que o seguro, a manutenção e a depreciação estão incluídos na tarifa cobrada pela locadora. (Não se computa a despesa com combustível na comparação porque o montante é igual em ambos os casos.)
Na discussão do assunto, pode-se argumentar que a taxa de depreciação do veículo vai diminuindo e o financiamento também chega ao final algum dia. Então, depois de um determinado período –cerca de quatro ou cinco anos– a conta fica favorável ao carro próprio. Entretanto, o que se observa no país no momento é que os financiamentos são feitos por um prazo médio de 48 meses e, depois disso, o motorista se apressa em trocar o seu veículo por um modelo mais recente, contratando novo empréstimo.
“É mais inteligente pagar pelo uso do que pela posse de um veículo”, defende João Claudio Bourg, presidente da ABLA (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis).
Todo esse raciocínio é baseado na razão econômica. Nem toda matemática do mundo consegue, porém, refutar ponderações emocionais, como a que surge da sensação de conquista que o carro oferece. E aí cada consumidor sabe qual é a sua medida.
Mas vem de muito tempo, entre os especialistas, a discussão sobre a racionalidade de adquirir um bem que dá (bastante) despesa e perde o seu valor ao longo dos anos. Parece mais ilógico, ainda, se for financiado, com todos os encargos que os empréstimos têm.
O senso comum geralmente considera o veículo um ativo, um patrimônio, porém, segundo o arrazoado de alguns economistas, não é –trata-se, na realidade, de um passivo, propriedade que vai diminuir a riqueza da família ao invés de aumentá-la.
Assumindo-se tal premissa como verdadeira, e tentando buscar uma solução para o dilema (é indiscutível o conforto proporcionado pelo carro), alugar o automóvel e não comprá-lo apresenta-se como uma ideia interessante.
Considerando um veículo modelo do ano atual, 1.0, flex fuel (bicombustível), no Estado de São Paulo, a estimativa de custos de um carro próprio de R$ 30.000, financiado pelo banco, é a seguinte:
Gastos mensais, em % do valor do bem
IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores): 0,33% (R$ 100)*
Seguro: 0,5% (R$ 150)*
Juros do crédito: 2,29%** (R$ 687)
Manutenção: 1,1%* (R$ 330)
Depreciação: 1,88%*** (R$ 564)
TOTAL APROXIMADO: 6,1% (R$ 1.831)
ATENÇÃO:
*as despesas anuais, obtidas a partir de pesquisa no mercado, foram diluídas pelos meses
**média das instituições financeiras em outubro, de acordo com o levantamento mais recente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade)
***cálculos feitos a partir da tabela Fipe
RESSALVA IMPORTANTE:
Os preços foram pesquisados na cidade de São Paulo, no mês de janeiro. Portanto, pode haver diferenças para outras regiões do país.
Com um contrato anual, o valor de aluguel mensal de um carro nas mesmas condições fica entre R$ 1.200 e R$ 1.500 (de 4% a 5% do valor do automóvel). A vantagem reside no fato de que o seguro, a manutenção e a depreciação estão incluídos na tarifa cobrada pela locadora. (Não se computa a despesa com combustível na comparação porque o montante é igual em ambos os casos.)
Na discussão do assunto, pode-se argumentar que a taxa de depreciação do veículo vai diminuindo e o financiamento também chega ao final algum dia. Então, depois de um determinado período –cerca de quatro ou cinco anos– a conta fica favorável ao carro próprio. Entretanto, o que se observa no país no momento é que os financiamentos são feitos por um prazo médio de 48 meses e, depois disso, o motorista se apressa em trocar o seu veículo por um modelo mais recente, contratando novo empréstimo.
“É mais inteligente pagar pelo uso do que pela posse de um veículo”, defende João Claudio Bourg, presidente da ABLA (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis).
Todo esse raciocínio é baseado na razão econômica. Nem toda matemática do mundo consegue, porém, refutar ponderações emocionais, como a que surge da sensação de conquista que o carro oferece. E aí cada consumidor sabe qual é a sua medida.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Os 6 cuidados essenciais ao financiar a compra do carro novo
O financiamento é a opção de pagamento preferida pela maioria dos consumidores brasileiros que adquire um automóvel zero quilômetro.
Para evitar arrependimentos, os especialistas nesse mercado sugerem que o interessado em comprar um veículo novo tome as seguintes precauções antes de fechar o contrato de crédito:
1 – Deixar a emoção em casa
“O carro é um sonho de consumo, mas os sentimentos tornam-se maus conselheiros na hora da compra”, ressalta Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). “A avaliação precisa ser muito fria, considerando inclusive as despesas que surgem depois de colocar o automóvel na garagem, como impostos e combustível.”
2 – Pesquisar as condições oferecidas
Pode haver bastante diferença nas características do financiamento dependendo da concessionária procurada. Se não souber fazer todas as contas, o cliente deve exigir demonstrações claras por parte dos vendedores, de preferência passo a passo no papel (que pode ser guardado para consultas posteriores) e não apenas na calculadora.
3 – Informar-se sobre as taxas de depreciação do automóvel e compará-las com o período do financiamento
Se o parcelamento do bem é muito longo –superior a 24 meses–, pode-se chegar ao ponto em que o carro estará valendo menos do que o saldo devedor com o banco.
4 – Ler o contrato, prestando atenção às despesas extras
Geralmente, as lojas cobram uma tarifa para o cadastro. Não podem, entretanto, repassar ao cliente os custos da emissão do boleto bancário.
5 – Poupar para dar a maior entrada possível
“A conta que o consumidor costuma fazer diz respeito somente à prestação: a parcela cabe ou não cabe no orçamento da família? É essencial, entretanto, ir além e compreender exatamente o montante financiado, os juros cobrados, e o valor final pago”, diz Antonio De Julio, especialista em finanças do programa de educação financeira Moneyfit. Tendo uma noção melhor de qual será o custo total desse sonho, o motorista pode estudar ideias para gastar menos –e dar uma entrada substancial diminui bastante o desperdício com os juros.
6 – Pensar em fazer um consórcio em vez de tomar empréstimo
Caso o condutor deseje trocar de carro, e o seu veículo atual está em boas condições, não existe muita urgência nessa compra. Então, entrar em um consórcio pode ser a melhor escolha, pelos juros muito menores.
IG Carros
Para evitar arrependimentos, os especialistas nesse mercado sugerem que o interessado em comprar um veículo novo tome as seguintes precauções antes de fechar o contrato de crédito:
1 – Deixar a emoção em casa
“O carro é um sonho de consumo, mas os sentimentos tornam-se maus conselheiros na hora da compra”, ressalta Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). “A avaliação precisa ser muito fria, considerando inclusive as despesas que surgem depois de colocar o automóvel na garagem, como impostos e combustível.”
2 – Pesquisar as condições oferecidas
Pode haver bastante diferença nas características do financiamento dependendo da concessionária procurada. Se não souber fazer todas as contas, o cliente deve exigir demonstrações claras por parte dos vendedores, de preferência passo a passo no papel (que pode ser guardado para consultas posteriores) e não apenas na calculadora.
3 – Informar-se sobre as taxas de depreciação do automóvel e compará-las com o período do financiamento
Se o parcelamento do bem é muito longo –superior a 24 meses–, pode-se chegar ao ponto em que o carro estará valendo menos do que o saldo devedor com o banco.
4 – Ler o contrato, prestando atenção às despesas extras
Geralmente, as lojas cobram uma tarifa para o cadastro. Não podem, entretanto, repassar ao cliente os custos da emissão do boleto bancário.
5 – Poupar para dar a maior entrada possível
“A conta que o consumidor costuma fazer diz respeito somente à prestação: a parcela cabe ou não cabe no orçamento da família? É essencial, entretanto, ir além e compreender exatamente o montante financiado, os juros cobrados, e o valor final pago”, diz Antonio De Julio, especialista em finanças do programa de educação financeira Moneyfit. Tendo uma noção melhor de qual será o custo total desse sonho, o motorista pode estudar ideias para gastar menos –e dar uma entrada substancial diminui bastante o desperdício com os juros.
6 – Pensar em fazer um consórcio em vez de tomar empréstimo
Caso o condutor deseje trocar de carro, e o seu veículo atual está em boas condições, não existe muita urgência nessa compra. Então, entrar em um consórcio pode ser a melhor escolha, pelos juros muito menores.
IG Carros
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